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A empresa acredita em sustentabilidade ou é apenas marketing?

Por Marcus Nakagawa*

e Brands, que foi realizado em junho deste ano, em San Diego (EUA), tenho certeza que o movimento da sustentabilidade não é só uma marola. Esse convite mostra todas as pessoas que estavam no evento palestrando e debatendo – empresas como 3M, Coca Cola, Dell, Disney, Ford, GM, Johnson & Johnson, Microsoft, PwC, Lego Group, Unilever, UPS, Warner Bros etc., além de ONGs que levam o tema em consideração.

Essas grandes empresas possuem equipes, departamentos, orçamentos e muitas ações só focadas noe tema. Empresas estas, que, com certeza, têm grandes impactos social, ambiental e econômico. Mas acredito que não investiriam verbas em programas de desenvolvimento sustentável à toa, certo?

A Unilever, por exemplo, que está com os seus produtos no nosso dia a dia, acabou de lançar o seu relatório de sustentabilidade de 2013 num evento com especialistas e formadores de opinião. O seu documento mostra um grande ganho ambiental, que foi encerrar o envio de resíduos para aterros sanitários de todas as suas operações fabris no nosso país e, também, uma importante parceria com a Unicef em prol do saneamento básico no Brasil.

Se você fizer um levantamento sobre as empresas que estão migrando para a economia verde, vai encontrar o Google, que acabou de firmar uma parceria com a Sun Power Corp., empresa especializada em energias renováveis. Juntas, elas criaram o fundo de US$ 250 milhões que torna a energia solar mais acessível aos norte-americanos. O projeto “Go Solar”, que teve alta repercussão nas mídias sociais, tem o fundo como ponto de partida, pois as empresas, ao comprar a tecnologia de energia solar, aluga a um custo financeiro menor que as médias das faturas de eletricidade.

Mas será que essas ações focadas no meio ambiente e no social são somente para empresas gigantescas ou grandes? Não, existem empresas pequenas, como a Barriga Verde, que é uma churrascaria de São Luis (MA), que separa e vende seus resíduos para recicladores, economiza energia e água, e transforma óleo usadode cozinha em sabão e cinzas das churrasqueiras em adubo para a horta.

Tenho clareza que esses casos são spots dentro de um mar de empresas e ações. Atividades específicas que, comparadas ao modelo econômico tradicional de compras e vendas de produtos, serviços e ações, acabam sumindo pela sua especificidade. Porém, vejo nas salas de aulas que existe um pré-conhecimento sobre o assunto, ainda tímido e sem muito lastro. Mas toda vez que são apresentados o conceito e as práticas das empresas sobre o desenvolvimento sustentável, faz muito sentido para as pessoas. Geralmente elas acabam se identificando pessoalmente e depois conseguem transferir os conceitos para as empresas.

O movimento está aumentando cada vez mais, existe até na área de formação política a RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), que é uma entidade civil, sem fins lucrativos, de natureza apartidária, com pluralidade ideológica, cuja missão é contribuir para o aperfeiçoamento da democracia e do processo político brasileiro por meio, principalmente, da identificação e apoio a atuais e novas lideranças políticas.

Seja marketing ou crença nas empresas, a lógica econômica é ganhar dinheiro, obter lucro. O movimento da sustentabilidade está aí e faz sentido para as pessoas que a conhecem profundamente. A inteligência está em juntar estas plataformas, que inicialmente parecem contraditórias, e colocar na estratégia da empresa. E ir além, implementar e estar no dia a dia da empresa, das pessoas e dos públicos de relacionamento. Uma certeza eu tenho, o caminho da sustentabilidade é sem retorno e necessário.

(Fonte: ABRH-Nacional)

 

 

 

 

*Marcus Nakagawa é sócio-diretor da iSetor; professor da ESPM; idealizador e presidente do conselho deliberativo da Abraps (Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade)

 

2 de agosto de 2008

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