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AGORA ESTAMOS SOZINHOS

Solidão, Tristeza, Desemparo e Esperança são temas próprios do existir humano. Estes são bem aplicados aqui em “Agora estamos sozinhos”.

O filme retrata um homem que vive sozinho num mundo pós-apocalíptico, até ser surpreendido pela a aparição de uma jovem mulher. Antes dela ele vivia muito bem com sua rotina e solidão e até parece que almejava isso. Os interesses dela e sua vida ainda é um mistério.

A questão aqui que nos traz uma reflexão é sobre como as pessoas usam de diferentes estratégias para lidar com suas perdas, frustrações e traumas; seja numa forma de “limpar” continuamente tudo aquilo que possa marcar esse passado (essa tristeza) ou mesmo práticas de se alienar, se enganar e bloquear ou mesmo deixar que outros façam isso conosco para então vivermos na fantasia da Felicidade.

Não é e nunca foi fácil lidar com perdas, alguns se culpam, outros vão ao outro polo e culpam os demais. Muitas vezes queremos mesmo esquecer tudo, como se pudéssemos dar um reset e começar tudo de novo, apagando da memória toda dor e sofrimento.

A questão é que não podemos fazer isso e nem devemos, devemos diante de toda dificuldade, encarar nas profundezas da dor e frente a frente tentar ao máximo se levantar e crescer com isso, mas nunca nos afundar ainda mais na tristeza, desesperança e claro na neurose de mentir para si próprio. A luz aqui vem do ato de superar a sombra e escuridão, vencendo a si mesmo, em ato de autorrealização e transcendência.

No mundo do trabalho, muitas vezes do tecnicismo, pragmatismo, toda e qualquer tentativa de anular e “pasteurizar” as emoções em prol da “gaiola de ferro” Weberiana pode ser um ato de violência estrutural no trabalho, e pior; que acontece sem a consciência dos que violentam e nem dos violentados, no entanto, o mal estar subjetivo está ali. Como retratado no filme, o ato de tolher sentimentos pode ser pior do que próprio sentimento, por mais doloroso que seja.

Denis Pontes Coelho
Associado ABRH-CE, Psicólogo com 18 anos de profissão, especialista em consultoria Organizacional e Mestre em administração de empresas. Psicólogo clínico e Diretor da Petrus e Pontes Consultoria, além de professor de Psicologia e Consultor organizacional.

9 de março de 2021

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