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E quem nunca sofreu por antecipação?

Por Eduardo Zugaib*

– Ei, você! Por favor, dê uma passada na minha sala daqui a uma hora!

Pronto! Só faltava essa. O chefe do RH o chamara. Coisa boa não devia ser. Ainda mais beirando 18h de sexta-feira. Taquicardia, mãos suando, tremedeira nas pernas. Justo agora, que havia financiado a própria casa… Levantou, respirou fundo e foi. Um boi rumo ao abate.

– (toc-toc-toc) Com licença…

– Pois não? – respondeu a secretária – Ah, o gerente saiu há pouco para uma reunião urgente de diretoria. Ele disse-me que conversará com o senhor na próxima quarta-feira, já que segunda e terça estará ausente.

Ai, ai, ai… reunião de diretoria! É óbvio que estavam escolhendo a melhor forma de cortar sua cabeça. Quarta-feira?! Seu braço formigava. Podia jurar que acabara de sentir uma leve pontada no peito. Um infarto, certamente. Pegou suas coisas e foi pra casa. Como falaria para a mulher? Os filhos teriam que sair da escola particular. Se vendesse o carro, que estava nas últimas prestações do consórcio, já economizaria algum. Dormiu mal de sexta para sábado. De sábado para domingo não pregou o olho. Teve o domingo mais longo de sua vida. Paladar a zero. A mulher, preocupada, calou-se com a resposta obtida após a terceira vez que perguntara o porquê daquilo.

– Não sei ainda…mas prepare-se para o pior…

Dormiu mal de domingo para a segunda. A segunda, por sua vez, durou 35 horas. A terça foi um horror. Na quarta, um trapo humano amarrotado, com olheiras profundas e barba por fazer entrou na sala do gerente de RH. Perdera a conta de quantas agulhadas sentira no peito desde sexta.

– O senhor queria falar comigo?

– Sim, queria! A empresa está crescendo e gostaria de contar com você na gerência de um novo setor que será criado…

Você reparou? Noventa por cento dessa história foi de puro sofrimento por antecipação, uma porcentagem que se repete na vida de muita gente. O final da história poderia ter sido como imaginado o tempo todo? Claro que sim. Perder também faz parte do risco de se viver e precisamos estar preparados para isso. Mas quantas outras histórias tiveram finais felizes em nossas vidas? Mesmo assim, foram histórias em que, no desenrolar dos fatos, a única postura que tivemos foi a do sofrimento por antecipação. Como anda esse número na sua vida?

(Fonte: ABRH Nacional)

 

 

 

 

*Eduardo Zugaib ministra treinamentos nas áreas de Desenvolvimento Humano Performance Organizacional.

 

11 de setembro de 2008

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