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Reflexão sobre a Diversidade

Quando perdemos o direito a ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres”. (Hughes Charles)

“Nossa tão bonita e numa cadeira de rodas”!

Essa frase é uma tradução da forma como a sociedade nos enxerga.
Será que as pessoas com deficiência não podem ser bonitas?
Será que as pessoas com deficiência não podem executar
tarefas comuns e viver experiências comuns às outras pessoas?
Meu nome é ilmacir Machado, tenho 54 anos, sou Administradora Pública, Empreendedora Social, Consultora Inclusiva e estou Diretora de Diversidade na Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Ceará. Mas me considero mesmo uma eterna aprendiz.

O fato de tá na cadeira de rodas em si não diz muito de mim, mas foi a partir daqui que eu comecei a empreender uma vida nova, com aceitação, ressignificação, autonomia e independência. Nunca autossuficiência.
Quando pequena, queria ser escritora, desbravadora. Não virei diplomata, mas venho ampliando muito a minha visão de mundo. Me inspiro em heroínas, na Helena, do Machado de Assis, na Olivia, do Érico Veríssimo, em Afrodite, Perséfone e Penélope, para citar algumas, e também em grandes homens, como Mandela. E tenho aprendido a me inspirar também na minha jornada.

Mudei minhas lentes (perspectivas), percebi que a cadeira de rodas não me impede de realizar sonhos adormecidos, tais como ter o emprego que queria, aplicar os conhecimentos obtidos na faculdade e na escola da vida, nos diversos cursos que eu fiz, e continuo fazendo, bem como trabalhar, viajar, passear, namorar, casar, descasar, não casar, ter filhos, enfim viver uma vida sem limites.

Então, foi assim que comecei a construir uma nova história, mas principalmente me reinventar…

Hoje eu sei e reconheço que “a maior medida de liberdade é a aceitação da diferença, da diversidade. Pois a liberdade depende da apreciação. A profunda consciência de que a diferença do outro é a verdadeira guardiã de nossa liberdade. A liberdade começa em casa, passa por nossos amigos e termina no respeito ao estranho”. Propor e disseminar a conscientização para todas as pessoas pode construir relações permeáveis e construir uma sociedade mais sustentável, mais fraterna e mais inclusiva.

Ser autêntica e ter uma identidade no mundo é quando você consegue sorrir por dentro e vê que este sorriso se expressa de forma genuína, ou seja, percebe-se as pessoas se tornarem empáticas com você te fazendo sentir pertencente a comunidade humana, aliás a comunidade senciente.

Isso é muito valioso. E quando você consegue fazer isso é sinal de que você consegue criar, escolher suas “lentes” para ver o mundo. Então isso não tem preço!

Carrego sempre um sorriso, acho que isso se tornou até uma marca pessoal. Eu descobri que quando eu estou sorrindo, rindo de maneira genuína, autêntica, ou seja, de verdade, não tem quem me segure, aliás ninguém mais me segurou.

O olhar que realmente importa sobre você é o Seu!

Por Ilmacir Machado, Diretora da Diversidade ABRH-CE

18 de maio de 2021

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